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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Opinião | "As Falsas Memórias de Manoel Luz", de Marlene Ferraz





Este é um livro sobre flores e livros. A capa não engana. Capa essa que está muito bem conseguida. Uma edição bonita, cuidada. Nós, amantes de livros e da leitura gostamos de livros bonitos. E isso é algo que esta editora já nos vai habituando. 

Marlene Ferraz tem um estilo de escrita muito peculiar. Ao longo da narrativa acompanhamos a vida de Manoel Luz, filho de um floreiro, depressa vê a sua vida rodeado de livros. Um livro que prometia tanto pela sua edição, como pela história.

Não somos feitos para todos os livros e nem todos os livros são feitos para nós. Algo na história não me cativou quanto gostaria. Estou certa que será um livro que agradará a muitos. Com uma escrita quase poética.  

No entanto, não deixem de ler este livro. Uma história de livros e flores não se pode, nem deve, recusar.

Boas leituras.


Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Minotauro em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.  



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Opinião | "O Fim da Inocência", Vol. I, de Francisco Salgueiro


Título: O Fim da Inocência I
Autor(a): Francisco Salgueiro
Editora: Oficina do Livro
Temática/Género: Literatura/Romance
N.º de Páginas: 235 páginas
Edição: 2010

Classificação: 5 estrelas



Sinopse:
Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.



Opinião:
Este livro é um dos bons exemplos de livros/autores que conheci através dos blogues. Confesso que antes disso nunca tinha ouvido falar em ambos. Numa das minhas idas à biblioteca estava na banca dos destaques. Não hesitei e veio comigo.

É um livro crú sobre a vida de uma adolescente, a Inês. Proveniente de uma família financeiramente estável entrega-se ao álcool, drogas e sexo, sem qualquer limites. Para estes jovens não há limites. Para nada! Acreditem. Os pais da Inês viajam muito. Logo, ela procura neste seu comportamento algum conforto e atenção. E o que ganha não é bem isso.

Não queria acreditar que estes eram testemunhos que a jovem contou ao autor. Não queria acreditar que estes eram os jovens de hoje. Que se entregavam ao fútil, ao volátil, ao destino. Sem qualquer respeito pelos outros e, principalmente, por eles próprios. Assusta-me enquanto mãe saber que são estes muitos dos valores que jovens de hoje se regram.

Claro que vou pensar que nem todos agem desta forma. Que há valores que quero acreditar que certos pais transmitem aos filhos. Vamos ter esperança, numa juventude diferente, numa sociedade melhor.

E vocês já leram este livro? O que acharam? Partilhem tudo.

Boas leituras.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Opinião | "O Último dos Nossos", de Adéläide de Clermont-Tonnerre


Título: O  Último dos Nossos
Autor(a): Adéläide de Clermont-Tonnerre
Editora: Clube do Autor
Edição ou Reimpressão: 2017
Temática/Género: Literatura/Romance
N.º de Páginas: 410 páginas




Sinopse:
Dresden, 1945: sob um dilúvio de bombas, uma mãe agoniza para dar à luz o seu filho. Manhattan, 1969: um homem encontra a mulher da sua vida no coração da Big Apple.

Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado com o Grande Prémio do romance da Academia Francesa, Adelaide de Clermont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e marcado pelo suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo?

A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan...

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é, na verdade, «o último dos nossos». No fim, fica a pergunta: estaremos condenados a responder pelos crimes e pelo sofrimento dos nossos pais e avós?



Opinião:
Quem me segue sabe que um dos temas que mais gosto de ler é o Holocausto. E também gosto de histórias de amor. Sou uma romântica. Ora, um livro que conjugue tudo isto só pode ser uma boa leitura.

Uma história que vai alternando entre a Segunda Guerra Mundial em Dresden, na Alemanha e os Estados Unidos da América nos anos 60/70. Gosto deste género de narrativa, em que vamos conhecendo as diferentes perspectivas temporais. Permite-nos visualizar as acções na nossa cabeça e não se torna uma leitura confusa. 

Adorei a escrita. Muito cinematográfica, muito real. Sentimos que somos transportados para a época temporal descrita. A autora foi capaz de criar personagens interessantes e com uma grande profundidade psicológica. Embora nem sempre simpatizasse com Werner e Rebecca.

No entanto, não te trata de um livro cliché, onde vamos quase adivinhando o que se vai passar. Somos bastantes vezes surpreendidos pela autora com reviravoltas ao longo da história. 

Não posso deixar de referir o aspecto gráfico do livro. Bonito e cuidado. Felizmente que as editoras têm feito um esforço nesse sentido. Algo que a Clube do Autor tem feito bastante e está de parabéns por isso. Os leitores agradecem.  

Uma história que nos aquece a alma. Perfeita para se ler à lareira nesta altura do ano. 

Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Clube do Autor em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.  




quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Opinião - Livros Infantis | "O Grande Livro dos Insetos", de Yuval Zommer


Título: O Grande Livro dos Insetos
Autor(a): Yuval Zommer
Editora: Editorial Bizâncio
Temática/Género: Infantis e Juvenis (dos 6 anos 10 anos)
Edição: 2017

Classificação: 5 estrelas


Sinopse:
Os insetos têm medo do escuro?
Porque marcham as formigas em fila?
Um caracol anda muito devagar, mas é assim tão lento?

Encontra aqui as respostas para estas e tantas outras perguntas sobre insetos e outros bichinhos e diverte-te também a descobri-los nas imagens. Serás capaz de os localizar a todos?
Vais conhecer insetos de todo o mundo, a voar, a picar, a contorcer-se, e ficar a saber o modo como se alimentam, caçam e reproduzem.



Opinião:
Esta é a mais recente novidade da Editorial Bizâncio para crianças. Um livro maravilhoso!!! Para além de lindíssimo é muito interessante para crianças a parir dos 6 anos. Sim, é um livro sobre insetos. Formigas, abelhas, caracóis, minhocas...entre muitos outros. Parece básico, mas não é. Enquanto adultos pensamos que sabemos tudo, mas não sabemos. Aprendemos com as nossas crianças. 

Foi muito bom ler este livro. Muito bom voltar a relembrar algumas coisas sobre estes animais e aprender outras. Com ilustrações maravilhosas que complementam de uma forma sublime o texto. Muito apelativo para os leitores mais novos.

Recomendo.


Nota:

Este livro foi-me disponibilizado pela Editorial Bizâncio em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.




sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Opinião - Livros Infantis | "Viajar pelo Mundo 1 - Cidades Fascinantes"



Título: Viajar Pelo Mundo 1 - Cidades Fascinantes
Editora: Booksmile
Temática/Género: Infantis e Juvenis (dos 6 anos 10 anos)
N.º de Páginas: 40 páginas
Edição: 2017



Opinião:
Quem me conhece sabe que adoro viajar. Para além dos livros as viagens são o meu vício. Gosto de conhecer novos locais, novos costumes, novas culturas, novas comidas...é simplesmente fantástico. E desde sempre que tento passar esse sentimento para o meu filho. Quero dar-lhe a conhecer novas culturas, novos modos de vida, de pensar e a novas línguas. Todos diferentes, mas todos iguais.

Este é o primeiro volume, dedicado a 40 Cidades Fascinantes. Madrid, Barcelona, Reiquiavique, Cidade do Cabo, Estocolmo, Daca, Praga, Angkor, Luxor, Londres, Berlim, Rio de Janeiro, Istambul, Lisboa....entre muitas outras. Achei interessante o facto de terem dividido as cidades por categorias, como "Jóia Urbanas | As cidades mais bonitas do mundo", "Gigantes Urbanos | Cidades que alcançam os céus", "Ver de Perto | Transportes da cidade", "Cidades Milenares | Cidades antigas", e "Cidades Únicas".  

Um pequeno (grande) guia de viagens para crianças, em que vão aprendendo e despertando o gosto e vontade de conhecer novos locais. Um livro que gostei bastante e que vou ler com o meu filho. Vamos lendo o livro a cada viagem que fizermos. Apenas conheço 8 (para já) das cidades mencionadas e achei que destacaram pormenores muito interessantes de cada cidade.

Uma edição muito bonita, cuidada e educativa da Booksmile. Recomendo a todos.

No vídeo do canal podem ver com mais pormenor todo o livro.

Boas leituras.


Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Booksmile em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.




quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Opinião | "Rugas", de Pablo Roca


Título: Rugas
Autor(a): Pablo Roca
Editora: Bertrand Editora
Temática/Género: Graphic Novel 
N.º de Páginas: 160 páginas
Edição: 2013

Classificação: 5 estrelas


Sinopse:
Emílio, um bancário reformado, sofre da doença de Alzheimer e é internado num lar de terceira idade. Rodeado de vários outros idosos, cada um com um quadro «clínico» distinto e com uma personalidade bem vincada, vai aprendendo as diversas estratégias para combater o tédio e a erosão da rotina. Ao mesmo tempo, Emílio e os seus companheiros vão tentando introduzir, num quotidiano marcado por medicamentos, refeições, «terapias ocupacionais» e sestas de duração indefinida, alguns vislumbres de encanto e alegria de viver.


Opinião:
O blogue deu-me a conhecer novos autores, novos géneros de leitura. E este foi um deles. Até então desconhecia as graphic novels e, confesso, que até fui um pouco conservadora nesse aspecto. Mas arrisquei. Estou cada vez mais a gostar de ler Gaphic Novels. Já li algumas e têm sido leituras muito agradáveis.

Já tinha visto este livro pelo Goodreads e fiquei curiosa pela temática abordada: o envelhecimento. Até que o descobri na biblioteca da minha zona e veio comigo. Tinha mesmo que o ler. Já me tinham recomendado várias vezes este livro e soube logo que acertei nesta escolha. 

E acertei mesmo. É um livro fantástico, com uma história maravilhosa. É certo que ainda só li 4 graphic novels, mas este é de longe o melhor que já li. Aborda o envelhecimento, a solidão, e amizade e o amor no seu estado mais puro.

Emílio tem a doença de Alzheimer e é internado num lar de terceira idade. Contudo, Emílio não se revê muito naquilo que encontra. Idosos envoltos em solidão e acções mecânicas (comer, dormir), ambiente sombrio. Contudo, Emílio conhece algumas pessoas que o ajudam a ultrapassar a monotonia.

É fantástico como vemos a amizade entre personagens crescer e evoluir de uma forma bonita. Miguel, o companheiro que é um pouco aproveitador e oportunista. Um casal em que o marido tem Alzeimer e a sua esposa lhe conta uma história da altura de namoro apenas para o fazer sorrir. Uma senhora que não ia sozinha a lado nenhum pois tinha medo de ser raptada por marcianos, entre muitas outras.   

Não há mais palavras. Há que ler e reler.

Recomendo. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Opinião | "Quero-te Morta", de Peter James


Título: Quero-te Morta (Roy Grace # 10)
Autor(a): Peter James
Editora: Clube do Autor
Temática/Género: Thriller/Suspense
N.º de Páginas: 474 páginas
Edição: 2016

Classificação: 5 estrelas



Sinopse:
Quando uma mulher conhece o atraente e charmoso Bryce Laurent através de um site de encontros, a atração é imediata. Contudo, à medida que a ligação entre eles se torna mais intensa, a verdade sobre o passado de Bryce, e o seu lado mais negro, começam a emergir. Tudo o que contou sobre a sua vida revela-se uma teia de mentiras e, aos poucos, a paixão de Red Westwood converte-se em terror.

Opinião:
Receber este livro foi uma surpresa. Não esperava por ele. Mas a Clube do Autor teve a amabilidade de me enviar para review. Conhecia o livro, pois fiquei curiosa quando saiu. Um thriller, com uma história viciante. Foi isso que percebi.

E foi uma excelente leitura. Gostei desta história, do início ao fim. Foi uma leitura conjunta com a Dora e a Vanessa e nem conseguíamos parar. É um livro grande, mas com capítulos curtos, que nos intrigam para passarmos ao próximo, sem querer parar de ler.

Percebemos logo no início que este livro fazia parte de uma série (Roy Grace). Contudo, nada disso dificultou o processo de leitura. Roy Grace é um dos detectives do livro, ou seja, há aspectos da sua vida que não foram mencionados neste livro. No entanto, o foco principal da história não era ele, mas a Red, vítima de perseguição por parte do deu ex-namorado.

Um livro muito bem escrito, com uma excelente narrativa, capaz de nos prender do início ao fim. Não deixem de ler apenas porque se trata de uma série, pois percebe-se praticamente tudo da história.  Muito pelo contrário. Fiquei muito curiosa relativamente à história de Roy Grace e vou ler outros livros do autor.

Recomendo.

Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Clube do Autor em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.  


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Opinião | "O Poder das Pequenas Coisas", de Jodi Picoult

Título: O Poder das Pequenas Coisas
Autor(a): Jodi Picoult
Editora: Bertrand Editora
Temática/Género: Literatura/Romance
N.º de Páginas: 512 páginas
Edição: 2016

Classificação: 4,5 estrelas




Sinopse:
Ruth Jefferson é uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência. Um dia, durante o seu turno, começa uma avaliação de rotina a um recém-nascido. Minutos depois é informada de que lhe foi atribuído outro paciente. 

Os pais do bebé são supremacistas brancos e não querem que Ruth, afro-americana, toque no seu filho. O hospital acede a esta exigência, mas no dia seguinte o bebé enfrenta complicações cardíacas. 

Ruth está sozinha na enfermaria. Deve ela cumprir as ordens que lhe foram dadas ou intervir? O que se segue altera a vida de todos os intervenientes e põe em causa a imagem que têm uns dos outros. 

Com uma empatia, inteligência e simplicidade notáveis, Jodi Picoult aborda temas como a raça, o privilégio, o preconceito, a injustiça e a compaixão num livro magistral sem respostas fáceis.



Opinião:
Novo mês, novo livro para o projecto "Um ano com a Jodi". Desta vez lemos o Poder das Pequenas Coisas

Jodi picoult é conhecida por abordar nos seus livros temas delicados e polémicos. Este não é excepção. Um livro que aborda o racismo puro e duro, nas suas mais variadas vertentes. Mais uma vez uma escrita muito acessível, com uma boa narrativa e com um bom ritmo.

Gosto das histórias desta autora pois procura ser sempre o mais verdadeira possível. Há uma investigação constante sobre a temática que aborda. Gosto disso. Muito.

Contudo, senti em algumas partes um desenvolvimento mais lento. Mas não deixem de ler. Vale mesmo a pena.

Boas leituras.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Opinião | "Os Falsários", de Bradford Morrow


Título: Os Falsários
Autor(a): Bradford Morrow
Editora: Clube do Autor
Temática/Género: Literatura/Romance
N.º de Páginas: 264 páginas
Edição: 2017

Classificação: 4 estrelas



Sinopse:
Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros.

O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real? Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso.

Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista.

Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.



Opinião:
O início deste livro não podia ser melhor. Intrigante e cheio de suspense. Um corpo é encontrado sem as mãos. O autor prende-nos logo a atenção.

Esta história é narrada por Will, que é falsificador de obras literárias. Will é casado com Meghan, irmã da vítima (que por sua vez era colega de Will, falsificador de livros). O casal, numa tentativa de esquecer o passado, muda-se para a Escócia. 

Ao contrário que pensamos esta história não segue o percurso esperado. No entanto, é uma boa história no que se refere aos meandros do mundo de falsificações de livros. É notório o conhecimento do autor pelo tema e a investigação que fez para escrever esta história. Gosto quando os autores investem na pesquisa e conhecimento aprofundado dos temas abordados. Sentimos autenticidade

Um livro com um bom ritmo e uma escrita acessível.

Recomendo a todos os amantes de livros.   



Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Clube do Autor em troca de uma opinião honesta. 


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Opinião | Baby Blues 25 - "My Space", de Rick Kirkman & Jerry Scott


Título: My Space
Autor(a): Rick Kirkman e Jerry Scott
Editora: Editorial Bizâncio
Temática/Género: Banda Desenhada
N.º de Páginas: 132 páginas
Edição: 2009



Sinopse:
My Space grita e esperneia de coisas boas! Os McPherson explicam-nos por que razão educar um filho é um encanto, educar dois é difícil, mas aguenta-se, educar três é um acto digno de canonização. Apesar de tudo, os ensonados Darryl e Wanda são uns pais cheios de estilo e sabedoria. Volte a divertir-se com o 25.º volume da colecção Baby Blues!


Opinião:
Depois de ler Isto vai ser pior do que pensávavamos+ Molhados, + Barulhentos +, Pegajosos tinha que continuar com esta saga familiar.

Quem me conhece sabe a minha paixão por esta BD. Não sou muito de ler BD's ou Graphic Novels, mas esta BD conquistou-me. É certo que não os leio todos seguidos. Vou saltando de livro a livro. Não me importo. Não há spoilers. Não é esse o propósito. 


Nestas páginas são, novamente, retradas o dia-a-dia desta família, que agora conta com 5 membros na família. A vida com 3 filhos, um deles bebé, a relação entre casal, a relação entre irmãos, entre muitas outras coisas. Quem é pai/ mãe rapidamente se identifica com o que casal passa, os seus pensamentos.

Uma série com muito humor que recomendo. São leituras que me ajudam a descontrair e  são excelentes para intercalar com livros mais pesados.

Recomendo. Boas leituras.


Nota:
Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "BD / Graphic Novel / Mangá".



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Opinião | "Expiação", de Ian McEwan


Título: Expiação
Autor(a): Ian McEwan
Editora: Gradiva
Temática/Género: Literatura / Romance
N.º de Páginas: 419 páginas
Edição: 2002

Classificação: 4,5 estrelas



Sinopse:
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa. 
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida. 
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição. 
Nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Award 2001.



Opinião:
Já conhecia este livro, mas nunca me puxou para o ler. Foi quando a Tita um emprestou o livro que decidi que iria seguir a sua recomendação. 

Foi uma leitura muito boa. Confesso que parti para esta leitura com algum receio da escrita do autor. Mas foi uma agradável surpresa. Tanto a escrita, como o enredo. Personagens muito bem construídas e intensas. Não achei que tivesse muito ritmo, mas envolve de uma forma brilhante.

O que gostei nesta história, foi perceber um pouco da história de cada personagem ao longo do tempo. Contudo, gostaria que o autor tivesse desenvolvido mais a história da Cecilia. Compreendo a razão pela qual não o fez. Não era ela a personagem principal. Mas criei uma empatia de tal forma com ela que gostaria de ter conhecido mais do seu percurso.

Uma escrita brilhante, com um final arrebatador.

Recomendo. 

Nota:
Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Livro emprestado".




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião | "A Espia do Oriente", de Nuno Nepomuceno | Trilogia Freelancer # 2


Título: A Espia do Oriente
Autor(a): Nuno Nepomuceno
Editora: Top Books
Temática/Género: Literatura /Policial/Thriller
N.º de Páginas: 376 páginas
Edição: 2015



Sinopse:
Dubai, Emirados Árabes Unidos.

De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.

Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.

Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?

Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.



Opinião:
Sendo o segundo livro da trilogia Freelancer do autor Nuno Nepomuceno não vou querer falar muito sobre a história deste livro. Contudo, NÃO LEIAM ESTA OPINIÃO SE AINDA NÃO LERAM O LIVRO ANTERIOR!

Li o primeiro livro de uma assentada. Logo, quando o terminei fiquei ansiosa para iniciar o segundo. No entanto, quis dar a pausa e o distanciamento necessário para não me cansar da narrativa.

Se o primeiro livro foi uma introdução a toda a história neste volume encontramos mais acção e uma aprofundamento da vida de espião do André Marques-Smith. Temos a oportunidade de conhecer melhor outras oportunidades, como a China Girl, que inicia uma empatia maior com o leitor (pelo menos foi essa a minha percepção). 

Novamente muito bem escrito, com muito ritmo e acção. Não sou de ler séries ou trilogias. Se não me engano esta é a primeira série/trilogia que leio. Contudo, acho que o segundo volume é sempre mais denso, pois tem maior profundidade na história. 

Não vou já ler o último livro pelas mesmas razões que não li imediatamente o segundo. Mas será para breve, pois quero ler e conhecer o final desta história e destas personagens que me acompanharam durante algum tempo.

Não deixem de ler, que vale a pena.

Boas leituras.



Nota:

Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Autor Lusófono".



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Opinião | "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen


Título: Orgulho e Preconceito
Autor(a): Jane Austen
Editora: Civilização Editora
Temática/Género: Literatura / Romance
N.º de Páginas: 359 páginas
Edição: 2012

Classificação: 4 estrelas



Sinopse:
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece. Neste romance de formação, os protagonistas devem madurar e aprender dos seus erros para poderem encarar o futuro, separando o orgulho da classe de Darcy e os preconceitos de Elizabeth.


Opinião:
Não sou muito de clássicos, é verdade. Mas quero mudar isso. Tenho vindo a desafiar-me a ler mais clássicos e tenho tido boas experiências. Por isso vou continuar.

Foi desta que li (finalmente) o Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Essencialmente por dois motivos: por ter sido uma prenda da minha querida amiga Tita e para participar no projecto da Elisa, "Historiquices", para o mês de Julho.

O que mais dizer sobre esta obra? Não acho que haja algo diferente a dizer. A não ser que talvez tenha sido dos últimas pessoas no mundo a ler este livro. Mas adiante. Uma história intemporal, com uma linguagem belíssima e muito cuidada, própria dos escritores desta época.

Assim como o filme (que vi muito antes de ler o livro) não senti empatia com as irmãs de Elizabeth. Contudo, desde o início que o pai de Lizzy me conquistou. Doce, sensato, embora por vezes apático em relação à sua esposa. Já para não falar do amor entre Mr. Darcy. É bonito.

Esta é essencialmente uma história de preconceitos que formamos na nossa cabeça e sobre as aparências. É que elas iludem. Valeu muito a pena.

Boas leituras.


Nota:
Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Livro adaptado para cinema/tv".



terça-feira, 25 de julho de 2017

Opinião - Livro Infantil | "O Rosto da Avó", de Simona Ciraolo


Os livros infantis têm vindo a ganhar cada vez mais espaço no blogue. Por isso mesmo a partir de hoje irei partilhar convosco uma opinião/sugestão de um livro infantil todas as semanas.

E porque amanhã celebra-se o Dia dos Avós trago-vos um livro delicioso.


Título: O Rosto da Avó
Autor(a): Simona Ciraolo
Editora: Orfeu Negro
Temática/Género: Literatura Infantil
Colecção: Orfeu Mini
Faixa Etária: 6 a 10 anos
N.º de Páginas: 40 páginas
Edição: 2017

Classificação: 5 estrelas



Sinopse:
O que é que guardas nesta linha, avó? 
E o que é que está nestas pequeninas?

Hoje a avó faz anos e é dia de festa para toda a família! 
Mas a menina está intrigada: como podem as linhas que marcam o rosto da avó ser tão pequeninas e guardar tantas memórias?

Opinião:
E antes que me comecem a atirar pedras, não quis com esta escolha de livro ser sexista ou feminista. Apenas achei que era o livro certo para esta data. Há livros dedicados às avós e outros dedicados as avôs. Podia ter trazido muitos outros. Mas esta foi a minha escolha. Dito isto, vou passar a falar deste livro maravilhoso.

Este é um livro fantástico, não só para os mais novos, mas para os graúdos. Uma mensagem muito bonita, que fala sobre o envelhecimento, da memória, da vida, mas sobretudo de relações humanas. Cada ruga tem uma história, cada linha no nosso rosto é uma memória e é isso o que esta avó partilha com a neta. Num diálogo ternurento, com muito amor e com ilustrações belíssimas ficamos com o livro que nos marca e nos comove de um tal maneira, que muita vezes um romance para adultos não o faz.

Esta é a minha sugestão da semana para as leituras dos e com os leitores mais novos. Ler com os nossos filhos é um experiência fantástica. Estamos a criar leitores.

Boas leituras.

Notas:

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Opinião | "A Mulher do Camarote 10", de Ruth Ware


Título: A Mulher do Camarote 10
Autor(a): Ruth Ware
Editora: Clube do Autor
Temática/Género: Literatura / Romance
N.º de Páginas: 344 páginas
Edição: 2017

Classificação: 4 estrelas



Sinopse:
Emocionante e compulsivo, este romance evoca o ambiente clássico dos policiais de Agatha Christie: um ritmo que aumenta gradualmente de tensão, a sensação de perigo iminente e um conjunto de suspeitos reunidos num único lugar.


A jornalista Lo Blacklock recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para a jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.



Desesperada, denuncia o ocorrido ao responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão, pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.


Booktrailer do Livro



Opinião:
Conheci o nome desta autora na minha recente viagem a Londres. Via o seu nome em todas as livrarias que entrei e até em publicidade nos transportes públicos. Quando descobri este livro na edição portuguesa fiquei muito curiosa em o ler, pois achei que seria uma leitura indicada para esta altura do ano e para incluir no desafio Book Bingo "Leituras ao Sol".

E não me enganei, pois foi uma boa leitura. Dizem que o Verão potencia leituras deste género literário. E talvez seja verdade. Um policial leve é indicado para esta altura do ano em que procuramos descontrair.

Gostei muito desta leitura. Um thriller com bastante ritmo e interessante. Um tipo de leitura que desde o início nos faz entrar em esquemas mentais para descobrirmos quem é o assassino. Automaticamente criamos a nossa própria história. Com uma escrita acessível, envolvente e nada aborrecida, a autora consegue cativar-nos para esta história de uma forma envolvente. Gostei do desenvolvimento que foram dados aos personagens, sentindo alguma empatia desde o início por algumas delas.

É, sem dúvida, uma boa leitura, perfeita para o Verão, mas que pode ser lida em qualquer altura do ano. Aconselho.

Boas leituras.



Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Clube do Autor em troca de uma opinião honesta. 


Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Capa que te faz lembrar o verão".


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opinião | "A Factura", de Jonas Karlsson


Título: A Factura
Autor(a): Jonas Karlsson
Editora: Alfaguara Portugal
Temática/Género: Literatura / Romance
N.º de Páginas: 168 páginas
Edição: 2016

Classificação: 3,5 estrelas



Sinopse:
A felicidade tem um preço? Um homem está prestes a descobrir.

Minimalista, surreal e original, o romance de Jonas Karlsson explora o absurdo da vida e questiona a grande meca dos tempos modernos: numa sociedade em que só o dinheiro conta, o que é, afinal, a felicidade e como a medimos? A factura vai mudar a forma como vê a vida.




Opinião:
Este livro interessou-me desde o que o vi. A história parecia simples, mas intrigante. São daquelas coisas que não se explicam. E mais uma vez a biblioteca proporcionou-me esta leitura, que se tornou numa boa surpresa. Novamente fui sem expectativas e sem ler opiniões ou críticas. Já estou convencida que é assim que devo partir para TODAS as leituras, mas isso não acontece, não é verdade?!

Foi uma excelente leitura. Embora seja um livro de pequenas dimensões faz-nos pensar na nossa vida, a felicidade e qual o preço de tudo isso. E se de repente uma empresa nos viesse cobrar um determinado valor monetário por toda a nossa vida? Todo o livro é uma metáfora. Mas não pensem que é aborrecido ou muito introspectivo ou filosófico. Nada disso. Simples, mas inteligente.

Não é um livro brilhante, mas faz-nos pensar, reflectir. Com uma narrativa que nos consegue envolver do início ao fim e uma linguagem simples. 

Boas leituras.

Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Local onde gostarias de passar férias: Estocolmo".




sexta-feira, 7 de julho de 2017

Opinião | "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis


Título: As Pupilas do Senhor Reitor
Autor(a): Júlio Dinis
N.º de Páginas: 376 páginas
Editora: Guerra & Paz
Colecção: Clássicos da Guerra & Paz
Edição: 2017
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 4,5 estrelas



Sinopse:
Um dos romances mais conhecidos da literatura portuguesa. Daniel, um jovem médico petulante, regressa à aldeia onde nasceu, depois de se ter formado. Margarida, amiga de infância, ali se manteve, ansiando pelo seu regresso. Mas Daniel já não é o mesmo. Esqueceu-se da vida passada. Urbanizou-se. Haverá um reencontro?
É bucólico, é inocente, é admirável. Leia-o!

Opinião:
Há uma sensação constante que os clássicos são aborrecidos, narrativa lenta e uma linguagem complexa. É certo que têm uma linguagem própria da época em que foram escritos, mas desenganem-se se acham que são aborrecidos. As Pupilas do Senhor Reitor, é uma boa prova disso.

Quero cada vez mais ler clássicos, principalmente portugueses. Estou a sentir que passei ao lado de toda uma geração de escritores que gostaria agora de conhecer. Esta minha saga iniciou-se com Júlio Dinis, autor de estreia para mim.

Gostei muito de ler este livro. Iniciei a leitura sem qualquer expectativas, pois já aprendi que deveria ser sempre assim. Uma história simples, mas muito bem escrita. Encontramos nele costumes, tradições, hábitos e uma linguagem específicos do Séc. XIX. Todos já conhecemos um pouco do que era o nosso país nessa altura, especialmente no norte do país. A medicina trazia novos métodos e revolucionários para alguns, mentalidades mais fechadas e tradicionais, mas com um grande valor familiar. A família era tudo. O respeito e a (des)obediência. A lealdade e a fidelidade. São valores muito presentes nesta história. Uma história que vale a pena ler e reler.

Vamos ler mais clássicos?! Claro que sim.

Boas leituras.

Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Guerra & Paz em troca de uma opinião honesta.





Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Clássico Português".