quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opinião | "A Factura", de Jonas Karlsson


Título: A Factura
Autor(a): Jonas Karlsson
Editora: Alfaguara Portugal
Temática/Género: Literatura / Romance
N.º de Páginas: 168 páginas
Edição: 2016

Classificação: 3,5 estrelas



Sinopse:
A felicidade tem um preço? Um homem está prestes a descobrir.

Minimalista, surreal e original, o romance de Jonas Karlsson explora o absurdo da vida e questiona a grande meca dos tempos modernos: numa sociedade em que só o dinheiro conta, o que é, afinal, a felicidade e como a medimos? A factura vai mudar a forma como vê a vida.



Opinião:
Este livro interessou-me desde o que o vi. A história parecia simples, mas intrigante. São daquelas coisas que não se explicam. E mais uma vez a biblioteca proporcionou-me esta leitura, que se tornou numa boa surpresa. Novamente fui sem expectativas e sem ler opiniões ou críticas. Já estou convencida que é assim que devo partir para TODAS as leituras, mas isso não acontece, não é verdade?!

Foi uma excelente leitura. Embora seja um livro de pequenas dimensões faz-nos pensar na nossa vida, a felicidade e qual o preço de tudo isso. E se de repente uma empresa nos viesse cobrar um determinado valor monetário por toda a nossa vida? Todo o livro é uma metáfora. Mas não pensem que é aborrecido ou muito introspectivo ou filosófico. Nada disso. Simples, mas inteligente.

Não é um livro brilhante, mas faz-nos pensar, reflectir. Com uma narrativa que nos consegue envolver do início ao fim e uma linguagem simples. 

Boas leituras.
Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Local onde gostarias de passar férias: Estocolmo".




terça-feira, 18 de julho de 2017

O Livro da Minha Vida # 7 | Ana Lopes



Hoje regressa mais um segmento aqui no blogue: O Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é Ana Lopes, do blogue O Sabor dos Meus Livros. Um blogue que sigo há algum tempo e gosto muito. Visitem, pois acho que vão gostar.

A Ana aceitou o meu convite para partilhar o livro da sua vida. Uma tarefa nada fácil, eu sei. 

Aqui fica o livro da vida da Ana.




Nome: Ana Lopes
Profissão: Professora e blogger nos tempos livros
Blogue: O Sabor dos Meus Livros
Idade: 42 anos



«“Respiro fundo múltiplas vezes e acaricio a lombada, a capa. Da leitura que terminei há umas horas [No país da nuvem branca] já quase nada resta. Deixou a porta escancarada para esta releitura que será a primeira deste ano e sem dúvida a mais significativa, a mais ansiada, a mais premente.
Acompanhar-me-á um permanente nó na garganta.”

Isto foi o que registei no meu caderninho das leituras mal retirei da estante aquele que é um dos livros da minha vida. Até ao momento não havia feito nenhuma releitura em 2017, porque conscientemente ou não estava a preparar-me para receber de novo a história de Gemma e de Diego, a história de um amor dolorosamente belo que abalroou a vida de dois jovens italianos que casualmente se conhecem em Sarajevo, no ano em que aí se celebraram os Jogos Olímpicos de Inverno.
Comprei esta obra em 2012. Comprei-a após ter lido Não te movas e me ter completamente apaixonado pela escrita emocional e belíssima de Margaret Mazzantini. A primeira leitura de Vir ao Mundo demorou praticamente um mês, não por causa do número de páginas da obra, mas porque a avalanche de sensações e sentimentos que experimentei desde as suas palavras iniciais foi sufocante, cortou-me o fôlego vezes sem conta, trouxe à superfície angústias, medos e dores que senti como se fossem minhas, só minhas.


A releitura ocorreu quase cinco anos depois e, uma vez mais, foi impossível fazê-la à velocidade normal de uma qualquer leitura. Vir ao mundo acompanhou-me em casa, no trabalho, por todos os lados durante 21 dias e despoletou tudo de novo – o nó na garganta, o peso no estômago, os nós dos dedos brancos da força com que cerrava os punhos, o encostar e abalar do livro junto ao meu peito e as lágrimas que correram infindáveis vezes, de forma descontrolada, como correm agora que bato as teclas para escrever este texto. Um texto que tem que ser perfeito, que desesperadamente transpareça o quanto este livro é também ele soberbamente perfeito, o quanto a sua leitura dói, nos faz sofrer, uivar em silêncio de incompreensão, de injustiça, de compaixão, de tristeza, de mágoa e dor pelos protagonistas da sua narrativa, sejam eles pessoas ou espaços.
Como referi, Vir ao mundo conta-nos a história de Gemma e de Diego. Mas a sua narrativa não se centra apenas na sua história de amor. É isso e muito mais. É a história de um amor completo, doce, pleno, sofrido, mas que não termina. É a história de Gemma, de uma mulher que sabe que só se sentirá completa se for mãe, mãe de um filho de Diego – “ – Quero um filho com uns pés assim. (…) – O que têm de belo estes pés?  – São os dele…” É a história de uma maternidade desesperadamente buscada, de uma maternidade que só será realidade no corpo de uma outra mulher, de alguém que não seja “incompatível com a vida” de alguém que não tenha “uma esterilidade de noventa e sete por cento… uma esterilidade total.” É a história dessa maternidade finalmente alcançada, de uma maternidade que já dura há dezasseis anos, mas que apenas Gemma sentiu como verdadeira, como concreta bem depois do nascimento de Pietro – “Terei de esperar pelo dia em que ele, na terceira classe, me há-de baptizar.” É a história de Gojko, de Aska, de Sebina e de Armando, personagens que nos invadem o coração. Um com a sua ironia, o seu sentido de humor, a sua amizade indestrutível e um sentido de lealdade comovente. Outra com a sua inocência atrevida, os seus sonhos, a sua rebeldia, a sua música e a sua juventude. Outra com a sua meninice, o seu temperamento forte, a sua aura de esperança e a sua vontade de lutar. Outro com a sua doçura, a sua timidez e a sua forma tão suave e delicada de trazer luz à vida de quem o rodeia.
Vir ao mundo reúne todas estas histórias – de crianças, adolescentes, jovens e menos jovens. Mas há um espaço, uma cidade que as protagoniza e que une na mais absoluta perfeição o que já por si seria uma narrativa com contornos perfeitos. Ao longo das 532 páginas da obra calcorreamos a cidade de Sarajevo. Calcorreámo-la em 1984, no apogeu dos Jogos Olímpicos de Inverno. Calcorreámo-la em 1991, 1992, em pleno cerco da guerra civil dos Balcãs e calcorreámo-la em 2008, como capital da recente e independente Bósnia-Herzegovina. E apaixonámo-nos por ela, rendemo-nos aos seus encantos. Uma cidade que era o espelho da tolerância, da pacífica e harmoniosa convivência entre povos de etnias e religiões diferentes, que em 1984 olhava com confiança para o futuro, que abria devagarinho as suas portas para o mundo e que em 1991, 1992 é devastada, arrasada por uma guerra de contornos brutais, que assiste incrédula e indefesa ao massacre que abate os seus habitantes como se fossem lebres – “… aquela cidade transformada num campo de lebres a dizimar.” “Sarajevo é um grande campo de tiro ao ar livre. Uma reserva de caça.” Uma cidade que em 2008 renasceu das cinzas, mas que ainda está em convalescença, que ainda mostra feridas por cicatrizar. A cidade de Gojko, a cidade de Aska, a cidade de Sebina, a cidade de sarajevitas que não esquecem, que ainda choram os seus mortos, mas que paulatinamente vão começando a viver de novo – “ _ Certo dia, passei junto de um prado vermelho de papoilas e, pela primeira vez, não pensei em sangue, fiquei encantado com aquela beleza tão frágil. Era suficiente menos de um machado, de um míssil maljutka, era suficiente um sopro de vento. Aquele prado estava ali parado para nós, estava à nossa espera a seguir à curva. Um campo imenso pontuado de línguas vermelhas, como corações caídos do céu sobre a erva. Ia de carro com a minha mulher. Parámos e começámos a chorar. Primeiro, eu; depois, ela também veio atrás de mim como um rio. Foi um pranto que lentamente nos esvaziou, nos ressarciu. E a partir dessa tarde começámos a respirar com o peito. Conseguíamos suportar a nossa respiração. Durante anos esteve retida na garganta, não conseguia parar… Dois meses mais tarde, a minha mulher estava grávida.”
Por tudo o que referi, é quase redundante dizer que a releitura de Vir ao mundo foi esmagadora. Foi esmagadora porque reavivou a vontade quase incontrolável que sinto de conhecer Sarajevo. Foi esmagadora porque me trouxe tudo o que busco numa leitura. Foi esmagadora porque, como mãe, senti as dores, o desespero, a loucura, o egoísmo, os medos e as angústias de Gemma como minhas. Foi esmagadora porque me voltei a render ao amor dos dois protagonistas da narrativa. Foi esmagadora porque criei laços inquebráveis com todas as personagens. Foi esmagadora porque a escrita de Mazzantini é magistral, dolorosamente bela. E foi ainda esmagadora por causa da banda sonora que nos vai acompanhando ao longo da história e da qual fazem parte canções como estas – I wanna marry you, de Bruce Springsteen; Where the streets have no name, dos “meus” U2; Losing my religion, dos REM.
Concluindo, repito o que já referi – este é um dos livros da minha vida e que adoraria que fosse lido por todos aqueles que ainda não o leram e não conhecem Margaret Mazzantini. É um verdadeiro crime que esta autora tenha deixado de ser traduzida para português, apenas porque a venda dos seus livros não foi economicamente rentável… Espero, para bem de todos, que essa situação seja revertida num futuro próximo. Eu continuo a lê-la – já li em espanhol mais três obras suas, mas seria maravilhoso que todos pudéssemos saborear os seus livros na nossa língua, apesar de a edição que reli ter algumas gralhas incompreensíveis…
Há uns meses a minha querida companheira do blogue “Jardim de Mil Histórias” pediu-me que participasse na rubrica “O livro da minha vida”. Ainda não lhe havia respondido… Talvez porque estava à espera desta releitura. Sendo assim, aqui o tens, Isa!»

Muito obrigada à Ana pela partilha do livro da sua vida. Já está na minha lista.

Boas leituras.

sábado, 15 de julho de 2017

Desafio Literário | "Um ano com a Jodi" | Agosto 2017



O livro do mês de Agosto do projecto literário "Um Ano com a Jodi" já está escolhido: será o Frágil. Como de costume caso queiram participar nesta leitura conjunta digam na caixa de comentários.



Sinopse:
Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...


Aceitam o desafio? Venham ler este livro e partilhar emoções, sentimentos e pensamentos. Vai valer a pena.

Boas leituras.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tag | "Títulos de Livros"



Não sou muito de responder a Tag's. Mas adorei esta Tag "Títulos de Livros". Vi no canal da Dora e achei-a muito descontraída e resolvi responder. Uma Tag divertida e leve, própria para esta altura do ano.

Penso que numa Tag como esta os comentários são dispensáveis, pois os títulos falam por si.

Aqui ficam as minhas respostas. Espero que gostem.


1 | Título que representa a história da tua vida
Nem vou comentar.





2 | Título que representa a o fim-de-semana perfeito
Sempre. Praia, sol, mar... e livros.




3 | Título de uma aventura que gostarias de embarcar
Sim. Gostava de ser espia.



4 | Título que gostavas que fosse o nome do/a teu/tua filho/a





5 | Título da tua profissão ideal
Já fiz muitas coisas, mas neste momento acho que seria o emprego ideal para mim. Rodeada de livros.




6 | Título que descreve a tua vida amorosa





7 | Título de questões que fazes a ti própria
Algumas. É inevitável.




8 | Título de um reino que queres dominar
Como não gosto de outro tipo de reinos só fazia sentido uma sociedade literária.




9 | Título que darias à tua banda
Adoro música, mas detesto cantar. Mas se por algum acaso na vida tivesse alguma banda este seria o nome perfeito: Tales of the Unexpected.




10 | Qual é o teu actual estado de espírito 





11 | Cor preferida






12 | Descreve a tua booktube bestie

Para esta categoria escolhi a Patrícia Rodrigues do blogue e canal O Prazer das Coisas.




13 | Qual é a tua opinião de 2017 até agora





14 | Local para onde queres viajar
Foi difícil escolher apenas um.




15 | Qual o teu estado civil






16 | Quais os teu planos de verão





17 | Objectivos para 2017




Como não sei quem já respondeu considerem-se todos marcados para a responder. Vou adorar ver as vossas respostas.

Boas leituras.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Leitura conjunta | "Música da Fome", de J. M. G. Clézio


Hoje iniciamos mais uma leitura conjunta com a Ana e a Márcia. Depois do livro A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz, agora é a vez de A Música da Fome, de J. M. G. ClézioNunca li nada do autor, por isso estou bastante curiosa. 

Quem quiser participar nesta leitura conjunta diga-me nos comentários.

Aceitam o desafio?

Boas leituras.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Opinião | "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis


Título: As Pupilas do Senhor Reitor
Autor(a): Júlio Dinis
N.º de Páginas: 376 páginas
Editora: Guerra & Paz
Colecção: Clássicos da Guerra & Paz
Edição: 2017
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 4,5 estrelas



Sinopse:
Um dos romances mais conhecidos da literatura portuguesa. Daniel, um jovem médico petulante, regressa à aldeia onde nasceu, depois de se ter formado. Margarida, amiga de infância, ali se manteve, ansiando pelo seu regresso. Mas Daniel já não é o mesmo. Esqueceu-se da vida passada. Urbanizou-se. Haverá um reencontro?
É bucólico, é inocente, é admirável. Leia-o!

Opinião:
Há uma sensação constante que os clássicos são aborrecidos, narrativa lenta e uma linguagem complexa. É certo que têm uma linguagem própria da época em que foram escritos, mas desenganem-se se acham que são aborrecidos. As Pupilas do Senhor Reitor, é uma boa prova disso.

Quero cada vez mais ler clássicos, principalmente portugueses. Estou a sentir que passei ao lado de toda uma geração de escritores que gostaria agora de conhecer. Esta minha saga iniciou-se com Júlio Dinis, autor de estreia para mim.

Gostei muito de ler este livro. Iniciei a leitura sem qualquer expectativas, pois já aprendi que deveria ser sempre assim. Uma história simples, mas muito bem escrita. Encontramos nele costumes, tradições, hábitos e uma linguagem específicos do Séc. XIX. Todos já conhecemos um pouco do que era o nosso país nessa altura, especialmente no norte do país. A medicina trazia novos métodos e revolucionários para alguns, mentalidades mais fechadas e tradicionais, mas com um grande valor familiar. A família era tudo. O respeito e a (des)obediência. A lealdade e a fidelidade. São valores muito presentes nesta história. Uma história que vale a pena ler e reler.

Vamos ler mais clássicos?! Claro que sim.

Boas leituras.

Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Guerra & Paz em troca de uma opinião honesta.





Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Clássico Português".



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Opinião | "Mãe, não desistas de viver", de Tânia Laranjo


Título: Mãe, não desistas de viver
Autor(a): Tânia Laranjo
Editora: Chá das Cinco (Chancela Saída de Emergência)
Temática/Género: Não-Ficção / Testemunho
N.º de Páginas: 208 páginas
Edição: 2017

Classificação: 4 estrelas


Sinopse:
Esta é a história verídica de Ana. Uma menina de sete anos morta por um pai para se vingar da mulher que o abandonou. É também a história de Carolina, a mãe, e da sua viagem ao inferno. E de João, esse pai que ninguém conhecia verdadeiramente, e que foi capaz de matar quem amava. Esta história é a junção de muitas histórias reais. Todos os anos há crianças que são assassinadas em contextos de divórcios litigiosos. Pais ou mães que matam os filhos por vingança, para provarem que ganharam. Para castigarem quem só queria ter outra vida. 

Depois de vários anos de jornalismo e a fazer reportagens de violência doméstica, Tânia Laranjo continua sem respostas perante a morte de crianças. E, com esta obra poderosa e muito pessoal, leva-nos a questionar como é possível o amor andar de mãos dadas com a mais pura das maldades.


Opinião:
Há leituras que nos marcam. Esta foi uma delas. Este é mais um livro de não-ficção que aborda um tema duro, difícil...a violência doméstica. E enquanto estou a pensar sobre o quanto este livro me marcou há crianças que são assassinadas pelos progenitores por esse mundo fora, há homens e mulheres a sofrerem em silêncio ou a serem mortos pelos cônjuges. 

Infelizmente é uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. Não há palavras descrever certas e determinadas acções. E quando falamos de pais que assassinam os próprios filhos...muito menos. 

A autora é jornalista e conta-nos a história de Ana, uma criança de 8 anos, que é assassinada pelo pai, apenas para se vingar da mãe. Não aceitou o divórcio. Apenas isso. Acompanhamos a sua história, como tudo se passou. Uma história macabra que de simples não tem nada. É assustador pensar que quem é destinado a amar faça uma coisa destas e que sinta o que este homem sentiu.

Um livro duro de ler, não só como mãe, mas como ser humano.

Boas leituras.


Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Saída de Emergência em troca de uma opinião honesta.

Para mais informações sobre o livro ver aqui.





Esta foi uma leitura para o Desafio Literário Book Bingo "Leituras ao Sol", na categoria "Livro do teu género preferido".