quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Workshop de Escrita Criativa "Ideias e Mil Histórias"| 25 de Março 2017 | Seixal

Hoje trago-vos uma publicação diferente. Workshop de Escrita Criativa "Ideias e Mil Histórias", que vai decorrer no Seixal, a 25 de Março. 
Convido-vos a todos a participar.


Workshop: "Escrita Criativa Ideias e Mil Histórias"

Programa: 
  • Desbloquear a escrita;
  • O jogo da linguagem;
  • Contar uma história.

Destinatários:
  • Para todas as pessoas que gostam de escrever;
  • Para quem gosta de partilhar palavras;
  • Idade: maiores de 16 anos.

Local e Horário: Espaço Crescer - Fernão Ferro, Seixal | Das 14h30 às 18h30

Preço: 10 €


Contactos: Para mais informações Espaço Crescer ou jardimdemilhistorias@gmail.com 

Inscrevam-se e vamos desbloquear as palavras!

Boas leituras.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Opinião | "Dieta à Sua Medida", de Maria João Ibérico Nogueira + Desafio


Título: Dieta à Sua Medida
Autor(a): Maria João Ibérico Nogueira
Editora: Chá das Cinco
N.º de Páginas: 224 páginas
Edição: 2017

Classificação:  5 estrelas



Sinopse:
Procura neste livro mais uma dieta milagrosa, com um slogan "perca 10kg, em 10 dias, sem esforço"? Pois bem, se é esse o caso, esta não é a sua dieta pois o que procura não existe. Há vários anos a trabalhar em clínica privada, a nutricionista Maria João Ibérico Nogueira sabe que a única dieta que funciona é aquela que as pessoas conseguem cumprir. Dieta à sua Medida oferece 4 registos alimentares diferentes para alternar durante 1 mês: 
• Dieta vegetariana 
• Dieta sem lactose e sem glúten 
• Dieta hiperproteica 
• Dieta mediterrânica Através desta experiência você vai descobrir qual a dieta perfeita para o seu corpo, ou se o melhor é uma combinação de registos alimentares diferentes. 

Porque o mais difícil não é começar uma dieta, é mantê-la durante o tempo necessário para atingir os seus objetivos. E, depois de os atingir, é preciso saber manter o peso ideal. Para facilitar o seu trabalho, a autora sugere receitas semanais simples e saborosas que garantem que a alimentação vai continuar a ser um dos grandes prazeres da vida.




Opinião:

Por norma não gosto de livros de dietas. Contêm promessas irrealistas e receitas que estão fora do daquilo que habitualmente consumo. Por vezes com explicações chatas sobre as calorias de cada alimento e todas as teorias à volta do mesmo.

O livro que vos trago hoje é diferente de tudo isso. Como o próprio título indica é uma dieta à sua medida. A autora apresenta-nos 4 tipos de dietas, que podemos alternar durante um mês: dieta vegetariana, dieta sem lactose e sem glúten, dieta hiperproteica e dieta mediterrânea. Cada dieta tem receitas e planos alimentares diários específicos. E para facilitar a organização a autora apresenta, no início de cada dieta, uma lista de compras necessárias para essa semana. Evita o desperdício e promove a organização e planeamento.

Todos somos diferentes. Necessitamos de planos alimentares diferentes, adaptados, mas sobretudo saudáveis e saborosos. O terror das dietas é a fome e o sabor. E este livro vem combater esse estereótipo. Podemos comer de forma saudável com muito sabor. 

De entre todas as dietas a autora sugere-nos receitas como: empadão vegetariano, lombo de porco assado com cenoura e couve-coração, bifes de peru com cogumelos, espargos e alho-francês, caril de camarão com cenoura, bróculos e courgette, empadão de couve-flôr e carne picada, pão de banana, panquecas de banana e aveia... e podia continuar.

Durante o mês irei confeccionar algumas receitas e publicar a opinião no blogue e no Instagram e facebook. E vou lançar um desafio a todos vós. Juntem-se a mim! Adquiram este livro, vamos confeccionar estas receitas e partilhar nos blogues, instagram, facebook. Porque o melhor de tudo isto é a partilha de uma alimentação saudável para todos nós. 

Quem quer participar?  

Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela editora Chá das Cinco, chancela da Editora Saída de Emergência em troca de uma opinião honesta. Para mais informações sobre o livro ver aqui


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Opinião | "A Senhora Presidente", de Anne Holt


Título: A Senhora Presidente
Autor(a): Anne Holt
Editora: Contraponto
N.º de Páginas: 296 páginas
Edição: 2011

Classificação:  2,5 estrelas



Sinopse:
Como pode alguém desaparecer de uma suíte de hotel em Oslo sem que as portas e as janelas tenham sido abertas e sem que as câmaras de segurança tenham registado qualquer movimento suspeito? Que esse alguém seja Helen Lardahl Bentley, a primeira mulher eleita presidente dos Estados Unidos da América, faz com que o acontecimento seja ainda mais inexplicável e preocupante. De imediato, começa a caça ao sequestrador e o mundo segue expectante as buscas para encontrar a presidente desaparecida. Quando Johanne Vik, uma jovem mãe, psicóloga e jurista com uma breve passagem pelo FBI, se interessa pelo caso, tem uma reacção inesperada ao saber quem chefia as investigações - e fica ainda mais perturbada quando o seu próprio marido, o investigador Adam Stubø, é chamado para trabalhar com os americanos. O que é que Johanne sabe que não pode ser divulgado? O que é que esse facto tem a ver com o sequestro? E quais são os segredos que a presidente guarda só para si? O homem que poderia dar uma resposta a estas perguntas está algures e prepara-se para o próximo passo no seu plano.


Opinião:
Esta foi a minha estreia com a autora. Anne Holt é conhecida pelos seus thrillers e policiais entusiasmantes. Mas este não me cativou.

Decidi ler este livro, talvez um pouco influenciada pelo título (acho que percebem porquê!), mas também porque já o tinha há algum tempo na estante à espera para ser lido. E como quero mesmo reduzir a pilha de livros na estante por ler decidi arriscar.

Embora gostasse da escrita da autora achei a narrativa muito lenta, um pouco arrastada. Sem um fio condutor. Uma história com pouco sentido. Não senti ligação com nenhuma personagem em particular. 

Só mais tarde é que percebi que este livro é o terceiro livro integrante de uma série (se é que lhe posso chamar assim). Contudo, não faço ideia se podem ser lidos em separado. Pelo que pude apurar existem personagens em comum aos livros anteriores. No entanto, as histórias julgo serem diferentes. 

Talvez por esta razão a minha opinião sobre este livro é um pouco difícil de caracterizar. Contudo, gostei da escrita da autora e vou arriscar ler mais livros dela. Pois acho que o meu problema com esta história reside no conteúdo e não na forma.

Boas leituras.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Opinião | "O Livreiro", de Mark Pryor


Título: O Livreiro
Autor(a): Mark Pryor
Editora: Clube do Autor
N.º de Páginas: 349 páginas
Edição: 2013

Classificação:  3,5 estrelas



Sinopse:
Neste romance de ritmo acelerado e empolgante (que prenderá os leitores da primeira à última página), encontramos a história de um terrível segredo escondido durante décadas nas páginas de um livro há muito desaparecido. 
Hugo Marston decide comprar um livro raro ao seu amigo Max, o idoso proprietário de uma banca de obras antigas. Poucos minutos depois, Max é raptado. Vivamente surpreendido com o ato, Marston, chefe de segurança da embaixada americana em Paris, nada consegue fazer para impedir o raptor. Marston inicia então uma investigação destinada a encontrar o livreiro, recrutando a ajuda do seu amigo Tom, um agente da CIA. 
A busca de Hugo revela que Max é, afinal, um sobrevivente do Holocausto que mais tarde se converteu num caçador de nazis. Estará o rapto ligado ao sombrio passado de Max ou aos misteriosos livros raros que vendia?



Opinião:
Este livro foi uma simpática e bonita oferta da minha amiga Cláudia, do Encruzilhadas Literárias. A Cláudia sabendo o meu gosto por livros que falem sobre livros achou que este livro me iria agradar. E, surpreendentemente, agradou, mas já lá vamos. Para já queria agradecer à Cláudia este novo "amigo". 

Parti para esta leitura sem conhecer nada da história, nem do que se tratava. E fiquei com a ideia que se iria tratar de um livro sobre o Holocausto, muito pertinente para o "Leituras do Holocausto". Mas não foi bem assim. A personagem que dá nome ao livro foi, de facto, um sobrevivente do Holocausto. Mas não há mais desenvolvimentos sobre esse passado. É apenas um facto que o autor adicionou à história. 

Foi uma leitura bastante rápida. Um autor conseguiu criar uma história com o ritmo suficiente para o leitor não perder interesse na história. Pois a história vai-se perdendo ao longo da narrativa. Promete muito, mas nada de significativo. E acrescento até alguma desilusão da minha parte relativamente à questão do Holocausto. Fiquei com a noção que iria ter mais desenvolvimentos sobre o passado da personagem que dá nome ao livro. Gostaria de ter conhecido um pouco mais este Livreiro, da sua história, da sua vivência. Contudo, é um livro com bastante ritmo, em que nunca nos aborrecemos. Mas como já referi, senti que o autor "camuflou" a história através do ritmo. 

Recordei, mais uma vez, Paris e os tão típicos alfarrabistas - os chamados boquinistes - na margem do rio Sena, onde tantas vezes me "perdi". Embora, e como o próprio autor refere no início do livro, não houve um rigor na geografia da cidade de Paris. O autor decidiu criar e/ou alterar certos locais da cidade conforme a narrativa do livro. Se por um lado não vejo qualquer problema tratando-se de uma história de ficção, por outro atribuo alguma arrogância ao autor por este facto. Não só pela falta de rigor atribuída à história, mas também devido ao facto de conhecer a cidade de Paris bastante bem e ter detectado algumas incoerências. Mas isto é o meu sentimento, pois Paris é e será sempre Paris. Mas não posso deixar de referir que o autor conseguiu captar muito o espírito da cidade. Romântica, emblemática, carismática, muito ao estilo parisiense. 

Não deixem de ler. Boas leituras.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Livro da Minha Vida # 7 | Dora Santos Marques



Hoje é dia do segmento Livro da Minha Vida. A convidada de hoje é a Dora Santos Marques, uma seguidora do blog uma Youtuber que conheci há pouco tempo. Não tenho hábito de ver muitos vídeos no Youtube, mas gosto de ver os vídeos da Dora. Gosta da sua sinceridade, frontalidade e da descontracção. Sem grandes edições, sem grandes floreados.
A Dora aceitou o convite do Jardim de Mil Histórias e falar de um livro que a marcou. Um livro já li e muito pertinente este mês, sendo o mês de Leituras do Holocausto (um projecto organizado pela Dora e outro para o grupo do Goodreads). Um livro que quero reler. Um clássico que vale a pena conhecer.

Aqui a  sua sugestão.


Nome: Dora Santos Marques
Profissão: Blogguer e Youtuber
Blogue/Canal de Youtube: Books & Movies
Idade: 40 anos

Livro da Minha Vida: O Diário de Anne Frank

«Não sei se é o meu livro favorito, mas foi de certeza que um dos livros que mais me marcou e despoletou todo o meu interessa pelo tema do Holocausto.
Li-o em 1995, aos 18 anos e guardo-o como uma relíquia.
Mais tarde, fui visitar o museu "Casa de Anne Frank", em Amsterdam e depois, Auscwhitz.
Este livro deveria de ser lido por por todo jovem adulto, não só porque faz-nos pensar na frivolidade que é a vida dos adolescentes, actualmente, mas também para mostrar o poder que esta obra tem. Deu-nos a conhecer uma menina que fez parte do mundo de todos nós.»

Quero agradecer à Dora pela sua participação.

Boas leituras.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Balanço Mensal | Janeiro 2017



Desde o ano passado que o mês de Janeiro é dedicado ao Leituras do Holocausto. Pretendia ler apenas livros sobre esta temática. Mas este ano não foi possível. Leituras difíceis e duras. Acabei por acabar o mês a ler uma história diferente. Quero aproveitar para agradecer a todos os participantes deste desafio! Mais uma vez uma edição cheia de muita partilha e muitas leituras. Esperamos contar convosco para outros desafios.

Embora o final do mês tivesse sido algo atribulado foi um bom mês com 6 leituras terminadas. Fevereiro já chegou. Que seja mais um bom mês.

E o vosso mês como correu?

Boas leituras.


Leituras

Maus, de Art Speigelman
O Livro de Aaron, de Jim Sheppard
Aamir, de Ricardo Gomes
A Bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe
O Livreiro, de Mark Pryor
A Senhora Presidente, de Anne Holt

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Opinião | "A Bibliotecária de Auschwitz", de Antonio G. Iturbe


Título: A Bibliotecária de Auschwitz
Autor(a): Antonio G. Iturbe
Editora: Planeta
N.º de Páginas: 384 páginas
Edição: 2013

Classificação:  4 estrelas



Sinopse:
Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».


Opinião:
A palavra Auschwitz assusta só de ler. Transmite horror, morte, dor, sofrimento. Um livro que retrate histórias passadas naquele local não pode de fácil leitura. Contudo, há histórias mágicas, como esta.

Decidi que este mês de Janeiro irei ler apenas livro sobre este tema. Não, não é fácil. E não, não sei se vou conseguir ler sobre tanto sofrimento um mês inteiro como o fiz no ano passado. Mas histórias como estas agarram-nos e mexem connosco de tal forma que ficamos dias, meses e por vezes anos a pensar nelas. Tornam-se especiais.

É bom ler sobre personagens fortes, carismáticas que enfrentam a vida tal como ela é, sem nunca perderem a inocência e ingenuidade característica da sua idade, como a bibliotecária de Auschwitz. Num local onde o horror impera, onde as atrocidades são indescritíveis há pessoas verdadeiras e puras. Que tentam transmitir, através dos livros e das histórias, alguma alegria e paz nem que seja por breves momentos. Pessoas que não se renderam ao inferno a que estavam destinadas. Ler, entrar no mundo das histórias é uma terapia. Até no local mais cruel e atroz se encontra magia.

É para mim difícil falar de um livro que não gostei, mas é ainda mais difícil falar de um que se tornou num dos que se podem tornar dos melhores de sempre. Uma leitura especial e belíssima que não posso deixar de recomendar.