quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Opinião: "O Livro", de Zoran Živković



Título: O Livro 
Autor(a): Zoran 
Editora: Cavalo de Ferro
Edição: 2010
N.º Páginas: 184 páginas

Classificação Goodreads: 4 estrelas


Sinopse: 
Zoran Živkovic demonstra uma vez mais toda a sua imensa cultura livreira e, com muito humor, ironia e sátira, compõe um brilhante exercício de imaginação narrativa, onde é o próprio Livro que se assume como protagonista da sua própria história e se dirige em primeira pessoa ao seu leitor humano. Ambos, afinal, partilham muitos aspectos da sua existência e, porventura, o mesmo destino, ou não seria o Livro, mais do que um mero objecto impresso, um verdadeiro monumento à inteligência, ambição e vaidade humanas.


Opinião:
O Desafio Pop-Up do mês de Julho está a ser dedicado a tema: livros. Se há coisa que gosto de ler é sobre livros, bibliotecas, livrarias... Acho que qualquer amante de livros.

Fiquei com vontade de ler algo deste autor, quando veio a Portugal na altura da Feira do Livro. Muito li sobre ele e sobre as suas obras. Assim que vi alguns livros dele na biblioteca não hesitei em trazer comigo e assim iniciar-me nas suas histórias.

Assim que soube que O Livro ganhou o World Fantasy Award fiquei de pé atrás, pois não sou grande adepta de fantasia. Mas resolvi arriscar por não só querer sair da minha zona de conforto, como a vontade de ler os livros deste autor ser mais que muita.

Gostei muito da sua escrita. Muitas vezes (provavelmente a maior parte das vezes) irónica, mas profunda. O narrador é o próprio livro que fala do seu mundo. Como é "tratado" pelos humanos (crianças e adultos), nas bibliotecas, nas livrarias e sobre o mundo da edição de livros.

Foi uma leitura muito agradável, descontraída e muitas vezes divertida. Através desta história conseguimos pensar como um livro e como um objecto com diferentes perspectivas, interpretações para muitas pessoas.

Para mim é e será sempre um objecto de culto. Vou amá-lo e guardá-lo à minha maneira. Cada um fará o que entender.

Boas leituras.




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Opinião | "O jardim dos segredos", de Kate Morton


Título: O Jardim dos Segredos
Título original: The Forgotton Garden
Autor(a): Kate Morton
Editora: Porto Editora
Edição: 2010
N.º Páginas: 548 páginas

Classificação Goodreads: 5 estrelas


Sinopse:
Uma criança perdida: em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.

Um terrível segredo: no seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst.

Uma herança misteriosa: aquando do falecimento de Nell, a neta, Cassandra, depara-se com uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.



Opinião:
Aviso desde já que tudo o que possa dizer sobre este livro não vai fazer jus à sua história, à sua qualidade. Foi dos melhores livros que li, não só este ano, mas de sempre.

Há muito tempo que ouvia bloggers a falar deste livro, especialmente, a minha amiga Tita do Prazer das Coisas que não se cansava de me recomendar este livro. Como confio nas suas recomendações, pois já deram bons resultados e até temos alguns gostos literários em comum aceitei de imediato a sua recomendação. Quando vi o livro e sabendo a minha relação com livros de mais de 400 páginas fiquei com medo. Medo de não conseguir ler e arrastar a leitura eternamente. Mas isso não aconteceu.

É uma história maravilhosa. Não só bonita, mas muito bem contada e escrita. A qualidade da escrita da autora é indiscutível. Os detalhes, os pormenores da história são fantásticos. As personagens muito bem construídas e com um carácter psicológico muito profundo. 

Não há mais palavras para descrever esta leitura. Já tive conhecimento que nem todos os livros da autora são assim, mas a minha estreia foi fabulosa. Vou querer ler tudo desta autora que é candidata a ficar no meu top de autoras preferidas.

Acho que posso dizer que me reconciliei com os "calhamaços".

Recomendo, leiam!!


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pausa...motivo: férias!

(imagem retirada daqui)

É só para informar que blog vai estar de férias até dia 22 de Agosto. Sim, a data do meu aniversário :)
Vou estar apenas no Instagram, Facebook e Goodreads.

Volto dia 23 de Agosto com mais opiniões de livros e quem sabe mais novidades :)

Boas férias e boas leituras a todos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Opinião | "Naquela Ilha", de Ana Simão


Título: Naquela Ilha 
Autor(a): Ana Simão
Editora: Marcador
Edição: 2016
N.º Páginas: 222 páginas





Sinopse:
Uma ilha onde nada acontece. 
Um destino implacável.
Uma jovem apaixonada por um homem mais velho.
Um farol cheio de segredos.
Uma história única.
O que separa um amor do resto do mundo?

«Parece que ainda estou a ouvir aquela voz nova. Fecho os olhos e procuro-a dentro de mim. Consigo escutá-la. Gosto dela. É uma voz rouca de mel, serena e macia. Foi a única voz que ouvi quando regressei a mim. Estava tão perto e as outras tão longe. Não sei quanto tempo estive ausente, mas foi aquela voz que me trouxe à vida. Nunca a vou esquecer. Nem quero. Percebi naquele instante que estava viva e em segurança. E isso foi bom. Não sei quem é. Queria tanto agradecer-lhe: salvou-me a vida. Não sei como o vou encontrar. Já perguntei, mas ninguém sabe.»




Opinião:
Recebi este livro da autora Ana Simão e da Editora Marcador para poder falar sobre ele aqui no blog. Ana Simão é a autora do livro A Menina dos Ossos de Cristal e como já referi que tenho o privilégio de conhecer. 

Esta é uma história de amor que nos leva até à ilha da Berlenga. Uma história de amor difícil. O que parece um pouco absurdo, pois o amor devia ser tão fácil. Uma história sobre faroleiros e a sua vida que chega a ser de alguma solidão, longe de quem mais amam.

Li esta história com uma boa nostalgia e com uma vontade enorme de voltar à ilha da Berlenga. Tive o prazer de visitar a ilha quando estudava na faculdade e por lá acampar durante alguns dias. Sei o que é cozinhar naquela ilha, dormir aos som das gaivotas, lavar os dentes com água salgada. Uma experiência que jamais esquecerei. E este livro foi o recordar dessa experiência.

Através desta história respiramos a ar "salgado" da Berlenga, vemos a sua paisagem árida, ouvimos o grasnar das muitas gaivotas que sobrevoam e habitam a ilha. A escrita da autora, poética e fluída, deixa-nos a sonhar com toda aquela atmosfera. Uma ilha lindíssima que todos devíamos conhecer e que a autora retrata de uma forma muito bonita. 

Gostei da realidade que a autora tentou transmitir para a história. Das pessoas, dos lugares, das cheiros. Da simplicidade do amor, na sua forma mais simples e bonita. 

Foi tão bom regressar à ilha da Berlenga. Muito obrigada à autora e à editora Marcador por ter tido este oportunidade de ler este livro.


Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Marcador em troca de uma opinião honesta. Mais informações sobre o livro aqui.








sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Opinião | "Sala de espera", de Daniel Sampaio



Nome: Sala de Espera
Autor(a): Daniel Sampaio
Editora: Caminho
Edição: 2016
N.º Páginas: 192 páginas

Classificação Goodreads: 4 estrelas



Sinopse:
Neste novo livro de Daniel Sampaio encontramos algumas respostas para temas dos nossos dias. Algumas questões tratadas para as quais encontrará propostas de solução:

· Como proceder perante a utilização excessiva dos computadores pelos mais novos.
· O que se entende por alienação parental, guarda partilhada e responsabilidades parentais em divórcios litigiosos.
· O que são pais tóxicos e como podem os filhos reagir.
· O padrasto pode fazer de pai ou não? O livro diz que sim.
· Por que razão está tão difícil a relação entre o professor e o aluno nas nossas escolas? Que poderemos melhorar?
· Vale a pena ensinar Os Lusíadas como se faz agora?
· Que atitude tomar perante os jovens que bebem em excesso?
· Que fazer com as recordações do Natal da nossa infância?
· Vale a pena acreditar na mentira do ranking das escolas? O autor diz que não.

Se gosta de ler também aqui encontrará críticas a livros de ficção. Se prefere cinema leia também apreciações a filmes recentes. São textos curtos que não o deixarão indiferente.



Opinião:

Os livros do psiquiatra Daniel Sampaio já abundam cá em casa, mas ainda não lido nenhum. São, normalmente, livros de não-ficção e só há pouco tempo é que este género me conquistou. 

O primeiro foi o livro mais recente do autor Sala de Espera. É um livro de crónicas publicadas na "Revista 2", do jornal O Público, durante os anos de 2014 e 2015.

Sendo um livro de crónicas os textos são curtos, muitas vezes pessoais, introspectivos, mas reflexivos. Sendo um homem ligado à psicologia, à psiquiatria e até à educação muitos destes textos abordam assuntos relacionados com esses temas.

A relação dos jovens com a leitura, com os jogos de computador, com a internet, com o álcool, com o divórcio dos pais são alguns dos assuntos falados. Contudo, o autor partilha algumas das suas memórias de infância, principalmente na época natalícia. No entanto, Daniel Sampaio também fala das suas leituras e recomenda um livro para as férias do Verão: Canadá, de Richard Ford. Ainda não li, mas já está na lista.

Um livro agradável que se lê numa sala de espera. Gostei muito.




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Balanço mensal | Julho 2016


Este foi o melhor mês de 2016 em termos de leituras. Li 7 livros, 3 dos quais para o Desafio Pop-Up de Julho, sobre Livros. Sim, para mim é um mês muito produtivo. Gostaria que todos os meses fossem assim, mas a realidade não é essa.

E vocês? O que leram no mês de Julho?



Leituras

O Jardim dos Segredos, de Kate Morton (opinião em breve)
O Livro, de Zoran Živković (opinião em breve)
O Último Livro, de Zoran Živković (opinião em breve)
Somos todos artistas,Will Gompertz
O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
O Grande Manuscrito, de Zoran Živković (opinião em breve)
Flores, de Afonso Cruz (opinião em breve)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Opinião | "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde


Título: O Retrato de Dorian Gray
Título original: The Picture ofDorian Gray
Autor(a): Oscar Wilde
Editora: Guerra & Paz Editores
Edição: 2016
N.º Páginas: 272 páginas

Classificação Goodreads: 5 estrelas




Sinopse:
Este romance foi publicado, pela primeira vez, em Julho de 1890, numa revista mensal americana, a Lippincott’s. O editor, temendo acusações de indecência, expurgou-o, no entanto, de palavras e passagens que considerava ofensivas ou chocantes. Um ano depois, o autor publicaria o romance, agora na forma de livro, revendo a versão anterior, acrescentando-a substancialmente e transformando-a num manifesto filosófico: a beleza é a única coisa que interessa perseguir e conquistar na vida. 

Dorian Gray é um jovem belíssimo. Basil, encantado com a sua beleza, pinta-lhe o retrato. Apaixonado pela sua própria imagem na tela, Dorian deseja que esses traços imutáveis de beleza fiquem para sempre no seu rosto e que seja o retrato a envelhecer. É este o parti-pris narcisista, ou fáustico, do romance de Oscar Wilde. Romance filosófico, sobre a sua tese de fundo, Jorge Luis Borges disse: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparei numa coisa que os seus panegiristas não parecem sequer suspeitar: a saber, o facto mais elementar que, em boa verdade, Wilde tem sempre razão.»

Opinião:
Um dos desafios literários para 2016 é ler mais clássicos. Ora aqui estou a falhar totalmente. Mas este clássico não podia deixar passar. Fiquei rendida a estas edições da Guerra & Paz, que são na minha opinião, lindas.

Decidi então ler o livro O Retrato de Oscar Wilde, de Dorian Gray. Confesso que com um pouco de receio de ser uma leitura difícil. Nada disso. Adorei este livro e a história que o autor criou.

Sabia muito pouco do livro e da história. Não li opiniões, nem críticas, na esperança de ser surpreendida. A escrita é muito boa. Mas o que mais me agarrou foi a história que o autor criou. Surpreendente e marcante. Há algum tempo que um livro não me marcava tanto. 

Uma leitura fabulosa! Vamos lá ler mais clássicos. 



Nota:

Este livro foi-me disponibilizado pela Guerra & Paz Editores em troca de uma opinião honesta. Mais informações sobre o livro aqui.